scienciae

07 junho 2006

Índia apoia estudantes universitários carenciados

Recentemente vim a saber que o governo da Índia, numa iniciativa inédita, criou programas para permitir que estudantes economiacamente carenciados possam ter acesso ao ensino Superior.

Qualquer dia em Portugal, dado ao elevado valor das propinas, não serão poucos os estudantes do ensino superior carenciados de ajuda.
Uma questão a ser ponderada num período em que o grau de insucesso escolar, o ensino e a sua qualidade estão a ser amplamente debatidos na praça pública.

30 maio 2006

Desejo sexual: o segredo está nos genes

O desejo sexual é influenciado por causas genéticas e não psicológicas, como geralmente se julga, segundo um estudo de investigadores israelitas publicado pelo jornal Maariv. As primeiras conclusões do estudo sugerem que as perturbações do desejo sexual poderiam no futuro ser tratadas por meios genéticos e não pela tradicional via psicológica.
Neste trabalho, dirigido por Richard Abstein, responsável pelo departamento de Genética Humana da Universidade de Jerusalém, participaram investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, do departamento de Psiquiatria da Universidade Ben Gurion de Beersheva e do Hospital Psiquiátrico Herzog.
Segundo os investigadores, citados pela Lusa, o gene que influencia a sexualidade pode ser modificado tanto para reprimir o desejo ou diminuir a actividade sexual, como para aumentar o desejo, mas não especificam as modificações em causa em ambos os casos. O estudo conclui que apenas 30 por cento das pessoas tem uma mutação genética que intensifica o apetite sexual, carecendo dela as restantes. Tal mutação seria relativamente nova na história humana,
remontando à época do homo sapiens, há cerca de 50.000 anos.

Enfim....

Zonas tropicais do globo a expandirem-se

As zonas tropicais do globo estão a expandir-se desde 1979, segundo constataram cientistas que ainda desconhecem se o fenómeno se deve a variações naturais do clima ou ao aquecimento atmosférico resultante da poluição humana.
Num estudo publicado na edição de sexta-feira da revista Science, estes investigadores estimam que as zonas tropicais aumentaram dois graus de latitude ou 225 quilómetros entre 1979 e 2005, período durante o qual analisaram medições da temperatura atmosférica fornecidas por satélites dos Estados Unidos.
Para estes meteorologistas, o fenómeno poderá explicar as secas e a diminuição invulgar das precipitações registadas nos últimos anos nas regiões subtropicais da bacia mediterrânica e do sudoeste dos Estados Unidos.
Se esta tendência se mantiver estes novos desertos vão crescer, atingindo regiões densamente povoadas.

29 maio 2006

Inteligência Animal

18 maio 2006

Ciência viva nas férias

Para todos os jovens interessados em ciência o programa "Ciência Viva" da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica está de volta.
Está aberto a todos os alunos de 11 e 12º anos interessados em desenvolver nas férias a sua cultura científica.
Podem inscrever-se online no seguinte sitio.

25 abril 2006

20 anos após Chernobyl

Hoje assinalam-se os 20 anos após o mais grave acidente da história da industria da energia nuclear.

Este malogrado acidente ocorreu no dia 26 de Abril de 1986 na Fábrica de Chernobyl
na Ucrânia (ex URSS).
Esta fábrica de produção de energia nuclear era composta por quatro reactores cada um com capacidade para produzir cerca de 1 GW de energia eléctrica.
No fatídico dia 26 de Abril, às 1:23:48 a.m., o quarto reactor (Chernobyl-4) sofreu uma explosão de vapor que resultou num incêndio e em várias explosões consecutivas. Produziu-se uma nuvem gigantesca de fumo com elementos de elevada radioactividade e que atingiu diferentes regiões tais como a União Soviética,a Europa Oriental, a Escandinávia e o Reino Unido.
Cerca de 30 pessoas perderam a vida imediatamente e devido aos elevados níveis de radiação nas regiões vizinhas 13500 pessoas tiveram que ser evacuadas.
As regiões afectadas por este acidente sofreram e continuam a arcar com as consequências quer a nível de saúde pública quer a nível ambiental. Algumas patologias com especial incidência nestas áreas afectadas são atribuídas à exposição prolongada à radioactividade.

Encontrei um sitio interessante com informação detalhada sobre este assunto.

21 abril 2006

Nasa adia lançamento de satélites

O lançamento do foguete que levaria ao espaço um par de satélites da Nasa foi adiado para sábado, dia 22, por conta de uma falha de comunicação. O foguete que transportará os satélites CloudSat e Calipso - projetados para coletar dados sobre as nuvens e a atmosfera da Terra - teve e ativação cancelada 48 segundos antes da hora marcada para o lançamento. Comunicações entre o satélite Calipso e uma base na França se perderam. A comunicação foi restabelecida, mas o lançamento acabou adiado para este sábado.
Ambas as naves carregarão instrumentos "ativos", que transmitirão pulsos de energia e medirão a intensidade da fração dos pulsos devolvida ao instrumento. O radar que o CloudSat usará para traçar o perfil das nuvens é 1.000 vezes mais sensível que o radar meteorológico padrão.
Ele será capaz de detectar nuvens e distinguir entre partículas dentro das nuvens e a precipitação.
Esta missão permitirá responder a perguntas básicas sobre como chuva e neve são produzidas dentro das nuvens e como as nuvens afetam o clima da Terra.
O lidar (um sistema semelhante ao radar, mas que utiliza raios laser em vez de ondas de rádio) do Calipso poderá detectar partículas de aerossol e distinguir partículas de aerossol de partículas de nuvem.

Gripe das aves

O número de seres humanos infectados pelo vírus H5N1 gripe aviária desde 2003 superou 200, informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização, vinculada à ONU, relata que o total de infecções humanas confirmadas desde o início do surto actual chega a 204.
A OMS elevou ainda o total oficial de mortes provocadas pelo H5N1 a 113, acrescentando à lista de mortes dois egípcios e um chinês. Praticamente todas as vítimas haviam sido expostas a aves que sofriam da doença.
O registro oficial da agência geralmente está desatualizada em relação às confirmações apresentadas pelos governos nacionais. A OMS costuma aguardar a confirmação da infecção pelo H5N1 em laboratórios credenciados.
A porta-voz da organização, Maria Cheng, disse que a agência mudou esta política e, a partir de agora, aceitará resultados de laboratórios reconhecidos pelos governos.

18 abril 2006

Bloco de gelo mais antigo do mundo

Uma amostra de gelo de um milhão de anos, retirada de uma camada três quilómetros abaixo da superfície da Antártida, revelada em Tóquio nesta terça-feira, pode fornecer pistas importantes sobre transformações climáticas, afirmaram cientistas japoneses.
Os pesquisadores informaram que o estudo do ar preso dentro de núcleos de gelo retirados de diferentes profundidades do solo pode também ajudar na previsão da maneira pela qual o clima terrestre variará no futuro.
"Esses núcleos de gelo foram formados pela neve acumulada em um passado distante", explicou o líder do projeto Hideaki Motoyama, do Instituto Nacional de Pesquisa Polar. "Podemos usá-los para examinar variações climáticas e níveis de dióxido de carbono e metano ao longo do tempo - informações disponíveis apenas nesses núcleos de gelo". Os pesquisadores passaram mais de dois anos na base japonesa Domo Fuji, na região oriental da Antártida, em uma operação delicada de perfuração da camada de gelo.
Em janeiro, as amostras foram finalmente retiradas e enviadas para o Japão em um navio quebra-gelo. Uma pesquisa publicada pela revista científica Nature no ano passado, que se baseou em um estudo anterior do gelo antártico, havia concluído que as concentrações atuais de dióxido de carbono e de metano são as maiores dos últimos 650 mil anos. A equipa japonesa vasculhará um passado ainda mais longínquo, esperando também estudar a evolução de pequenos organismos presos no gelo. "O ambiente antártico é extremamente rigoroso, com temperaturas de até -45ºC. Assim, não temos certeza de que a vida possa ser mantida. Mas acreditamos que encontraremos alguns organismos", disse Motoyama.
Os pesquisadores acreditam que podem perfurar mais 20 metros da camada de gelo no terreno antártico antes de alcançarem solo rochoso.